Para recuperar fama, empresa cria game multiplataforma

O game Yellovator pretende alterar a imagem que as pessoas têm das Páginas Amarelas – aquele desengonçado livrão, muito útil antes da popularização da Internet. Lançado na Austrália, trata-se de um aplicativo que agregará três plataformas de publicidade – painéis interativos, smartphones e computadores – a fim de recuperar a fama que a marca possuía.

Nas cidades de Melbourne e Sydney, TVs com o jogo serão espalhadas. Os usuários que o tiverem instalado no smartphone, poderão transformar o dispositivo em uma espécie de joystick e começar a brincar na tela maior. O celular, aliás, será identificado automaticamente: para tanto, basta mantê-lo em frente a ela, para, em seguida receber uma senha que autorizará os comandos.

O Tellovator também pode ser jogado diretamente no computador. Ele roda diretamente no navegador, podendo ser controlado tanto pelo smartphone, que se conecta à máquina a partir da rede sem fio, tanto pelo mouse, na falta do celular. O game pode ser jogado por mais de uma pessoa simultaneamente.

Chris Howatson, diretor da agência de marketing Clemenger Proximity – uma das responsáveis pelo programa – ressaltou que o game serve para se aproximar de jovens e “nativos digitais”, que, historicamente, rejeitam a marca. “Estamos nos reconectando a esses públicos que, no futuro, deverão consultar o catálogo as Páginas Amarelas”, acredita.

O Digital Age, evento de marketing digital, promovido pela Now!Digital Business discutirá, entre muitos assuntos, a criação de games para fins publicitários. Para isso, contará com a palestra de Jane McGonigal, autora do best-seller “Reality is Broken: Why Games Make Us Better and How They Can Change the World” (“A realidade está rachada: Por que os games nos tornam melhores pessoas e como eles mudam o mundo”). Ela propõe utilizar o poder dos jogos e da Internet para engajar e resolver os principais desafios globais.

Digital Age 2.0: a Internet mudou a sociedade

Cinco anos em um minuto. Esse foi o desafio lançado aos palestrantes e colaboradores do Digital Age 2011 – evento de marketing digital promovido pelo Now!Digital Business.  Em seus breves comentários, disponíveis neste portal, todos concordaram em um ponto: se os últimos cinco anos foram importantes, os próximos deverão ser ainda mais; veremos a consolidação da Internet na cabeça dos brasileiros.

Para Alex Banks, diretor geral da comScore Brasil, a rede mundial não é mais uma nova mídia para as empresas, mas uma poderosa aliada na construção de suas marcas. “Mudou o jogo em termos de comunicação entre empresas, clientes e governo”, afirma.

Gustavo Morale, CEO da HOTWords, vai na mesma direção. “Não teremos mais a estratégia online e a estratégia offline. Teremos a estratégia da comunicação”, prevê. A questão, destaca, é que o conteúdo será acessado de qualquer dispositivo e a qualquer instante. “Uma decisão tomada a todo momento.”

No Brasil, as mudanças na última década foram ainda mais sentidas. “A Internet brasileira vive um período único”, acredita Romero Rodrigues, CEO do Buscapé. São três os fatores que justificam a afirmação: amadurecimento do mercado, a vontade do jovem de empreender e o próprio “hype” pelo qual o País está passando. “Isso não para aqui. O comércio eletrônico (no Brasil) cresceu a uma taxa de 40% nos últimos cinco anos.”

Não se trata apenas de uma alta no consumo. O comportamento das pessoas sofreu uma grande reviravolta, em parte, por causa da rede mundial. Ari Meneghini, diretor executivo da IAB, lembra das manifestações políticas deste ano – na Ásia, África, Europa e na própria América Latina – e avalia que “a realidade está tomando conta da Internet, e ela esta deixando de ser virtual. É usada pelas pessoas para a manifestação. Hoje posso afirmar que cada pessoa é uma mídia.”

Fabia Juliasz, diretora executiva do Ibope, concorda: “não há menor dúvida de que a Internet mudou a sociedade.

O Digital Age está marcado para os dias 28 e 29 de setembro, no Hotel Sheraton, em São Paulo. Este ano, terá como tema: “É hora de estar mais do que online. É hora de estar inline com a Internet e a era digital”. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.

Não é prerrogativa das empresas estarem ou não nas redes sociais

Não há como ignorar as redes sociais. Mesmo as empresas que preservam uma imagem tradicional ou exclusiva já se renderam ao fenômeno. Das 500 maiores companhias do mundo, presentes no último ranking as revista Fortune, 365 possuem uma conta no Twitter. Isso, de acordo com pesquisa realizada no começo do ano. Sete meses depois, o número, seguramente, está maior.

No entanto, pouco adianta entrar para esse mundo sem uma estratégia definida. Pior, se a corporação não jogar direito, o seu principal patrimônio sairá arranhado: sua marca. Para falar sobre como as empresas devem lidar com as novas plataformas de interação – o Twitter, o Facebook, o Orkut – Gal Barradas, sócia e CEO da agência F.biz, é a convidada do Digital Age 2.0 – evento de marketing digital promovido pelo Now!Digital Business.

“Marca é aquilo que falam da gente quando a gente não está presente”. Essa definição – creditada a Jeff Bezzos, fundador da Amazon – também é adotada por Barradas, e é pertinente com a liberdade de expressão propagada pela web.

“As redes sociais são território livre onde as pessoas adotam, rejeitam, criticam, elogiam, interferem, criam e disseminam conteúdos”, afirmou, em e-mail enviado ao IDG Now. “Por isso as marcas precisam deixar muito claras as suas promessas, assumir posturas e estarem predispostas a dialogar, pois não é prerrogativa delas estarem ou não nas redes sociais. Elas estão”.

Para a especialista, um dos aspectos mais importantes que as mídias sociais acarretaram foi a intensificação do diálogo. As empresas devem fazer o possível para mantê-lo saudável, e tirar máximo proveito do retorno que obtêm a partir desta interação.

“Poder ouvir o consumidor e dialogar com ele só traz vantagens para o gestor da marca. Uma série de informações que podem impactar o desenvolvimento de novos produtos, antecipar possíveis problemas, orientar discursos, prever a rejeição ou intenção de compra são obtidas.  Tudo isso é valioso para a gestão da marca”.

Barradas destaca que, embora as plataformas tenham surgido recentemente, não devem ser vistas como se fossem muito diferentes dos meios tradicionais. As premissas, afinal, são as mesmas. “As ferramentas são novas, mas a dinâmica das relações humanas é antiga. Pessoas querem interagir, compartilhar para desenvolver-se social, intelectual e emocionalmente”, ensina. “Entender as expectativas do indivíduo nas suas múltiplas personas e oferecer um conteúdo relevante e envolvente continua sendo o mais importante”.

Por mais que a especialista desmistifique o processo – ele não é tão complicado quanto parece ser – também admite que as corporações, em geral, têm muito a progredir nesse sentido – a questão não é tão simples quanto alguns podem crer.

“Esses assuntos já estão na pauta das empresas. O que falta muitas vezes é tornar o branding (gestão da marca) uma prática diária envolvendo as diferentes áreas internas da empresa”. A CEO alega que todos os pontos de contato com o público devem ser permeados pela estratégia adotada, e o monitoramento precisa ser constante. A identidade da companhia, afinal, não pode se perder em meio a um diálogo cada vez mais intenso.

O Digital Age está marcado para os dias 28 e 29 de setembro, no Hotel Sheraton, em São Paulo. Este ano, terá como tema: “É hora de estar mais do que online. É hora de estar inline com a Internet e a era digital”.

A sabedoria das multidões será substituída pela curadoria, sabe por quê?

A curadoria é o futuro da web. Ver a lista dos mais populares do YouTube é bem diferente de ir a um site como o Vidque e saber quais são os vídeos mais legais.

O curador da web vai se ocupar em dar sentido lógico aos milhões de contribuições individuais que povoam sites, vídeos e redes sociais. Esta é a visão do produtor, diretor e cineasta americano Steve Rosenbaum. O CEO da Magnify.net e autor do livro Curation Nation, que explora o poder da curadoria para marcas, mídias e consumidores, será um dos palestrantes do Digital Age 2011, conferência sobre comunicação e marketing digital organizada pela Now!Digital Business e que será realizada nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo.

Em seu livro “Curation Nation – How to win in a world where consumers are creators”, Rosenbaum diz que descobriu a importância da curadoria na infância, quando praticava mágicas – os atendentes da loja que freqüentava “separavam os truques bons dos baratos, acrescentavam uma aura especial de conhecimento e experiência (…). Eles adicionavam contexto, significado e conhecimento.”

Atualmente, em um mundo repleto de novos significados e com verbos como “tuitar” e “googar”, Rosenbaum diz que “curadoria” é justamente a palavra capaz de descrever boa parte dessas mudanças. “Festivais de cinema fazem curadoria de seus programas. Sites web são curadores de seu material. A equipe do site Gilt Group cura os itens que oferece para venda. A curadoria vem em muitos formatos e tipos”, argumenta.

Para o ganhador do Prêmio Emmy, seu site Magnify.net é a encarnação do modo como vê a evolução do mundo da mídia. “A audiência se engaja, compartilha, avalia e valida. Sempre imaginei o Magnify.net como uma plataforma capaz de engajar, apoiar e facilitar a criação, o compartilhamento e o conhecimento coletivo de mídia.”

O documentário “7 Days in September” (2002), com histórias de 27 cinegrafistas e cidadãos sobre os eventos de 11 de setembro de 2001, é um exemplo de como um conjunto de trabalhos pode vir a ter um significado que transcende a soma das partes. Atuando como curador do material produzido, Rosenbaum elaborou um filme que retrata a experiência de um grupo de americanos comuns nas horas que se seguiram aos ataques terroristas às torres gêmeas em Nova York.